4.2. Conceber Conteúdos Digitais Culturalmente Inclusivos com Recurso a Ferramentas Digitais e Promover a Colaboração Intercultural. Leituras

Incorporar a inclusão cultural na conceção de conteúdos

No cerne desta competência está uma mudança na forma como o conteúdo é concebido e criado. Em vez de presumir uma única base cultural, docentes podem conceber materiais que reconheçam múltiplas perspetivas como válidas e merecedoras de envolvimento académico.

Isto inclui selecionar leituras, estudos de caso, conjuntos de dados e média de um leque de regiões e tradições de conhecimento.

Por exemplo

Por exemplo, uma unidade curricular de saúde pública pode contrastar a forma como diferentes sociedades abordam a comunicação em saúde. Um módulo de média digital poderia explorar o ativismo online na América Latina, em África e no Sudeste Asiático, indo além dos exemplos do Norte Global.

O que distingue o conteúdo inclusivo não é apenas a presença de diversidade, mas o facto de esta ser enquadrada como integral, e não como periférica. O conteúdo que convida à comparação, questiona pressupostos monoculturais e legitima modelos de pensamento não ocidentais, oferece um terreno intelectual mais rico para todos/as os/as estudantes.