4.3. Conceber e Implementar Práticas de Avaliação Culturalmente Responsivas. Leituras

Garantir a relevância cultural e a justiça na conceção da avaliação

Para conceber avaliações culturalmente responsivas, docentes começam por questionar os pressupostos incorporados em formatos comuns. Testes de escolha múltipla, exames cronometrados e ensaios abstratos podem não oferecer igualdade de oportunidades aos/às estudantes para demonstrarem a sua aprendizagem, particularmente se estas tarefas dependerem de referências culturalmente específicas, estilos de comunicação, ou padrões de raciocínio.

A avaliação inclusiva começa por incorporar cenários e exemplos culturalmente relevantes. Por exemplo, ao conceber um estudo de caso para uma unidade curricular de marketing, docentes podem recorrer a práticas de consumo de vários países e grupos culturais, em vez de assumir por defeito os mercados ocidentais. Numa aula de ética ou de trabalho social, estudantes podem ser convidados/as a analisar dilemas enraizados em diferentes normas culturais em torno da família, da autonomia, ou da comunidade.

Crucialmente, estes exemplos não são "extra". São integrais à tarefa de aprendizagem e são tratados como contextos válidos e rigorosos para a análise. Ao incorporar regularmente pelo menos dois cenários culturalmente enraizados por tópico, docentes garantem que um leque mais amplo de estudantes se possa reconhecer, a si e às suas comunidades, no processo de avaliação.