1.2. Autorreflexão sobre Enviesamentos. Leituras
Autorreflexão para identificar potenciais enviesamentos
Não é fácil eliminar o enviesamento, mas é possível dar alguns passos positivos para o evitar na própria prática e no ambiente de estudo. O primeiro passo para evitar que os enviesamentos influenciem os nossos pensamentos e ações é reconhecer honestamente os enviesamentos que temos. Isto pode ser desconfortável. Como educadores/as, comprometemo-nos a proporcionar um ensino de alta qualidade a cada estudante. Para isso, é necessário refletir sobre onde podemos estar a falhar ao trabalhar com estudantes multiculturais.
Pense primeiro no seguinte:
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A sua linguagem inclui sempre todas as pessoas? Usa inconscientemente expressões como “Vá lá, pessoal”, ou faz sem querer suposições como “Estamos a celebrar o Natal porque...”?
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Aplica corretamente recompensas e sanções no seu ambiente? Por exemplo, há estudantes a quem é permitido falar e expressar-se mais do que a outros/as?
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Define expetativas mais baixas para uma minoria de estudantes? O que pensa que causa isto?
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As perguntas que faz durante as aulas e atividades permitem que todos/as contribuam e avaliem a sua aprendizagem? O que poderia fazer para melhorar isto?
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A sua experiência prévia com outras nacionalidades influenciou a sua abordagem a estudantes?
A prática reflexiva é essencial para um bom ensino e pode ser uma ferramenta poderosa para evitar qualquer enviesamento educativo não intencional.
Docentes podem também usar o feedback de estudantes recolhido em avaliações intercalares, avaliações de final de curso ou sessões de feedback em pequenos grupos, para avaliar se o seu enviesamento inconsciente se manifesta na interação em sala de aula. Garantir que a voz de estudantes reflete a diversidade da comunidade estudantil pode ajudar a obter uma ampla gama de opiniões. Isto dará uma ideia de se estudantes sentem que determinados grupos ou indivíduos são favorecidos ou desfavorecidos de forma injusta.
Docentes podem elaborar o seu próprio inventário de ensino ou protocolo de observação com um/a colega ou par, ou pedir-lhe que assista a uma sessão, aula ou anfiteatro, para observar as interações entre estudantes e docente e dar feedback.