1.2. Autorreflexão sobre Enviesamentos. Leituras
O que docentes podem fazer: conselhos práticos
Docentes estão numa posição privilegiada para terem um impacto significativo na redução do enviesamento no processo de estudo.
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Priorizar a inclusão e a diversidade de perspetivas no currículo. Docentes podem priorizar a inclusão e a diversidade de perspetivas no conteúdo curricular e na conceção das aulas. Ao escolher leituras, vídeos e atividades para criar aulas, docentes podem incluir intencionalmente perspetivas de culturas, capacidades e pontos de vista diversos. Estudantes também podem experienciar a diversidade e a representação na sala de aula quando lhes é dada voz e escolha. Docentes podem dar a estudantes a oportunidade de escolher o conteúdo curricular com que se vão envolver, como materiais de leitura ou conteúdos multimédia, e a forma como vão demonstrar a concretização dos resultados de aprendizagem, seja através da escrita, da oralidade ou de meios performativos.
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Incentivar a partilha. Docentes podem fazer perguntas a estudantes e mostrar curiosidade, em vez de presumir o “quê” ou o “porquê” relativamente ao contexto, comportamento ou perspetiva de alguém. Por exemplo, um(a) docente pode perguntar a estudantes como celebram ou assinalam determinados eventos ao longo do ano, em vez de presumir se apoiar determinados feriados representará adequadamente estudantes. Incentivar estudantes a partilhar sobre si próprios/as e sobre o que é importante para eles/as ajudará docentes a fazer escolhas e a oferecer a estudantes opções que reflitam as suas necessidades e preferências.
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Promover a aprendizagem colaborativa. Incentivar a colaboração entre estudantes de culturas diversas para valorizar perspetivas diversas, ao mesmo tempo que se reforçam competências interpessoais essenciais. Criar um projeto científico que desafie estudantes a resolver problemas do mundo real, como a escassez de água, ou um trabalho de literatura que incentive comparações interculturais de tradições narrativas. Nestas situações, a perspetiva única de cada estudante não é apenas valorizada, mas também se torna uma parte fundamental da resolução de tarefas complexas e da participação em atividades partilhadas. Esta abordagem não só desenvolve competências colaborativas, como ensina empatia e comunicação intercultural, realça pontos em comum na diversidade, e promove o respeito por diferentes formas de conhecer e experienciar o mundo. Além disso, integrar questões globais, como a ação climática ou os direitos humanos, convida estudantes a pensar globalmente - uma perspetiva essencial que lhes permite compreender questões à escala internacional.
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Práticas de avaliação transparentes. Uma forma de reduzir o enviesamento é garantir que as práticas de avaliação são justas, equitativas e baseadas em padrões. Para reduzir o enviesamento, disponibilizar a estudantes os critérios de avaliação antes de os trabalhos serem propostos, e usá-los efetivamente na avaliação. Isto garante que estudantes sabem quais são as expetativas e como as cumprir, e que as notas são atribuídas apenas com base no cumprimento das expetativas estabelecidas.