Como podem docentes ter formação em competências interculturais?

Um relatório do projeto INNO4DIV do JRC, financiado pela Comissão Europeia, foi publicado em 2022 e define boas práticas para inspirar quem educa em contextos interculturais. Após analisar 21 casos inovadores, o relatório apresenta nove componentes-chave para o desenvolvimento da Competência Intercultural e Democrática na formação de docentes:

1. Compreensão comum da Competência Intercultural e Democrática, da interculturalidade, da diversidade cultural, dos valores europeus e da ética da dignidade humana: o primeiro destes componentes centra-se na compreensão comum do que significa a competência intercultural e democrática.

2. Políticas educativas de apoio que contribuam para o desenvolvimento de parcerias sustentáveis entre diferentes partes interessadas: o segundo componente-chave refere-se às parcerias que as partes interessadas na educação estabelecem entre si, dando origem a redes profissionais e comunidades de prática.

3. Formação inicial de docentes eficaz, baseada no conhecimento experiencial, no pensamento crítico e na aprendizagem significativa: este componente diz respeito a garantir que docentes contactam com a diversidade já durante a sua própria formação.

4. Desenvolvimento profissional contínuo de docentes, com programas e projetos de elevada qualidade em Competência Intercultural e Democrática que incorporam a diversidade cultural como recurso para a aprendizagem e o ensino, o que constitui a experiência direta de docentes com a interculturalidade.

5. Modelo curricular culturalmente responsivo, transversal e flexível, baseado na multiperspetividade e numa abordagem holística: este componente centra-se em despoletar o pensamento intercultural através de um currículo culturalmente responsivo.