Caso n.º 1

A Professora Adoris leciona negócios internacionais numa universidade no Reino Unido. Uma das suas estudantes, Laila, vem de um contexto do Leste Asiático e obtém notas altas em testes e trabalhos. No entanto, Laila não fala muito nas discussões em aula. A Professora Adoris pensa que Laila é tímida ou pouco confiante, pelo que deixa de a incentivar a participar e concentra-se mais em estudantes que falam muito. Mais tarde, através de um formulário de feedback anónimo, a Professora Adoris descobre que Laila se sente ignorada e pouco valorizada. Laila explica que, na sua cultura, falar frequentemente na aula pode parecer estar a exibir-se. Prefere partilhar as suas ideias por escrito, em vez de falar em voz alta.

Perguntas:
  • Que suposições fez a Prof.ª Adoris sobre a participação de Laila? 

  • De que forma a cultura de Laila pode moldar a sua forma de participar nas aulas?

  • Que estratégias poderia a Prof.ª Adoris usar para garantir que estudantes como Laila se sintam incluídos/as e valorizados/as?

 
Caso n.º 2

O Docente Schultz leciona uma unidade curricular de ciências do primeiro ano na Alemanha. No primeiro dia, nota que Fatima, uma estudante com contexto migratório, tem dificuldade em acompanhar problemas de matemática a ritmo acelerado. Sem avaliar a sua aprendizagem prévia, presume que ela não está preparada para a unidade curricular e começa a atribuir-lhe tarefas mais fáceis. Verifica frequentemente o seu progresso mais do que o de outros/as estudantes, tentando ser prestável. Semanas depois, Fatima expressa frustração. Sente-se subestimada e excluída de projetos de grupo avançados. Um/a colega menciona que Fatima tinha concluído formação avançada em ciências no seu país de origem, mas precisava de tempo para se adaptar à linguagem académica.

Perguntas:
  • De que forma as suposições do docente sobre Fatima afetaram a sua experiência de aprendizagem?

  • De que forma o enviesamento implícito pode influenciar decisões sobre apoio em sala de aula e trabalho em grupo? 

  • O que poderia o docente ter feito de forma diferente, para avaliar de forma mais precisa as necessidades e os pontos fortes de estudantes?

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