Caso n.º 1

A Dra. Thornton, docente de psicologia no Canadá, nota que Amir, um estudante da Arábia Saudita, evita frequentemente o contacto visual durante as aulas e nas reuniões individuais. Enquanto outros/as estudantes acenam ou sorriem quando lhes falam, Amir olha para baixo ou para o lado. A Dra. Thornton interpreta isto como falta de interesse ou de confiança. Reduz a nota de participação de Amir na aula, presumindo que está desmotivado. Mais tarde, através de uma avaliação anónima da unidade curricular, Amir revela que foi educado para evitar contacto visual prolongado com figuras de autoridade, como sinal de respeito.

Perguntas:
  • De que forma as suposições da Dra. Thornton sobre o contacto visual influenciaram a sua interpretação do envolvimento de Amir?

  • Que significado cultural Amir poderá associar a evitar o contacto visual?

  • Como poderia a Dra. Thornton criar critérios de participação mais culturalmente sensíveis?

 
Caso n.º 2

Durante uma apresentação em grupo, Jing, uma estudante internacional da China, usa gestos mínimos e mantém uma postura reservada. O seu colega de grupo Liam, do Reino Unido, usa movimentos de mãos expressivos e mantém uma postura aberta. Após a apresentação, o/a docente elogia a apresentação de Liam, mas diz a Jing que ela devia ser "mais confiante". Mais tarde, Jing conta a um/a colega que, na sua cultura, gestos contidos e humildade ao falar refletem seriedade e respeito pelo tema - e não insegurança.

Perguntas:
  • Que diferenças culturais na comunicação não-verbal são ilustradas neste caso?

  • De que forma o feedback do/a docente pode refletir, sem intenção, um enviesamento cultural?

  • Que estratégias de ensino poderiam reconhecer e validar diferentes estilos de apresentação?

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